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início do ano é um dos momentos mais estratégicos para as equipas de Recursos Humanos. É quando se definem prioridades, se ajustam orçamentos e se tomam decisões que vão influenciar diretamente a capacidade da empresa atrair, reter e envolver as suas equipas ao longo dos próximos meses.

Este ano, em que os custos continuam sob pressão e as expectativas sobre as equipas são cada vez mais elevadas, rever a compensação deixou de ser um exercício administrativo. Passou a ser uma decisão estratégica, onde é preciso equilibrar sustentabilidade financeira, enquadramento legal e o valor real que chega aos colaboradores.

Se és Responsável de Recursos Humanos, Técnico(a) de Recursos Humanos ou People & Culture Manager, este checklist foi pensado para te ajudar a rever compensação e benefícios de forma estruturada, prática e sem deixar temas críticos por analisar logo no início do ano.

Porque é que este checklist é essencial no início do ano?

Porque compensação não é só salário. Pequenas decisões agora podem fazer uma grande diferença ao longo do ano: mais eficiência no orçamento, menos fricção na gestão e mais valor real para quem está nas equipas. Vamos por partes.

1. Salário: está alinhado com o mercado e com a realidade interna?

O salário continua a ser o pilar central da compensação, mas analisá-lo isoladamente pode levar a decisões incompletas. No início do ano, o mais importante é garantir que existe coerência, tanto em relação ao mercado como dentro da própria organização.

Antes de pensares em aumentos ou ajustes pontuais, vale a pena parar e fazer uma análise mais estrutural.

Checklist de salário:

  • Rever bandas salariais e comparar com benchmarks de mercado atualizados.
  • Validar se houve alterações legais relevantes (salário mínimo, tabelas de IRS, encargos).
  • Identificar possíveis assimetrias internas em colaboradores com funções semelhantes e mesmo nível de senioridade.
  • Avaliar impacto de aumentos salariais no budget anual de RH.

Ignorar estes pontos pode criar desequilíbrios difíceis de corrigir mais tarde, sobretudo à medida que a empresa cresce.

Dica prática: se o orçamento é limitado, nem sempre o aumento de salário é a opção mais eficiente. Benefícios extra-salariais podem aumentar o rendimento líquido disponível para os colaboradores sem aumentar o custo total da empresa.

2. Benefícios: estão a maximizar valor (ou só a gerar custo)?

Este é um dos pontos onde mais empresas perdem eficiência. Sim, leste bem.

O problema não são os benefícios em si. É a forma como continuam a ser usados: rígidos, iguais para todos e pouco adaptados à realidade das pessoas. Assim, acabam por gerar custo, mas não valor real.

Os benefícios extra-salariais são uma das ferramentas mais poderosas à disposição das equipas de RH. Ainda assim, muitas vezes são subaproveitados, pois são mantidos por hábito e sem uma avaliação real do impacto que têm no dia a dia dos colaboradores.

É aqui que os benefícios flexíveis entram em jogo. Não só porque oferecem mais, mas principalmente porque oferecem escolha. Cada colaborador pode usar os benefícios da forma que faz mais sentido para si, no momento certo e sem decisões forçadas nem soluções “one size fits all”.

E aqui vem a parte que muitas empresas ainda ignoram: benefícios bem estruturados não só aumentam o valor percebido pelos colaboradores como podem, efetivamente, reduzir custos para a empresa. Através da eficiência fiscal e de uma gestão mais inteligente da compensação, é possível transformar o mesmo orçamento, ou até menos, em mais rendimento líquido.

O início do ano é o momento ideal para parar e questionar: a política de benefícios ainda está a funcionar? Ou está na altura de evoluir para uma abordagem verdadeiramente flexível, que transforma o mesmo orçamento em mais valor para quem o recebe e em mais eficiência para a empresa?

Checklist de benefícios:

  • Mapear benefícios atuais (refeição, seguros, PPR, formação, bem-estar, etc.).
  • Identificar benefícios sub-utilizados ou pouco valorizados.
  • Avaliar se existe flexibilidade suficiente para diferentes perfis de colaboradores.
  • Verificar impacto fiscal de cada benefício (empresa vs colaborador).

Dica prática: os benefícios flexíveis permitem redistribuir o mesmo orçamento para gerar mais valor líquido, sem aumentar custos nem complexidade.

3. Seguros: cobertura adequada ou apenas “mais um fornecedor”?

Os seguros fazem parte da compensação total, mas raramente são revistos com a mesma atenção que salários ou benefícios mais visíveis.

Muitas vezes, só voltam à conversa no momento da renovação, e isso é um erro, pois as equipas mudam e os seguros devem acompanhar essa evolução. Uma revisão atempada pode evitar custos desnecessários e garantir que os seguros continuam a ser um verdadeiro apoio para as pessoas, e não apenas mais uma linha no orçamento.

Checklist de seguros:

  • Confirmar se o seguro de saúde existente acompanha o crescimento da equipa.
  • Avaliar coberturas e necessidades reais e específicas das equipas (idade, contexto familiar, regime híbrido/remoto).
  • Rever franquias, exclusões e custos ocultos.
  • Analisar se existe redundância com outros benefícios oferecidos.

Dica prática: quando os seguros estão integrados na compensação, ajudam a centralizar gestão e a reduzir exceções operacionais.

4. Orçamento de RH: está claro e escalável?

Sem visibilidade, não há boas decisões. Uma estratégia de compensação sólida começa por ter uma noção clara do orçamento disponível. Quando essa visibilidade não existe, as decisões tendem a ser reativas e difíceis de sustentar ao longo do ano.

O início do ano é o momento certo para estruturar o orçamento de RH de forma clara, realista e alinhada com as prioridades da empresa.

Checklist de orçamento de RH:

  • Definir budget anual de compensação (salário + benefícios + seguros).
  • Separar custo fixo de custo variável.
  • Antecipar cenários de crescimento (novas contratações, promoções).
  • Garantir alinhamento com a equipa de Finanças desde o início do ano.

Dica prática: as plataformas centralizadas ajudam a acompanhar custos em tempo real e evitam desvios inesperados ao longo do ano.

5. Comunicação interna: as pessoas sabem o que têm e quanto vale?

Mesmo o melhor pacote de compensação falha se não for bem comunicado. Muitas vezes, a insatisfação não vem da falta de benefícios, mas da falta de clareza.

Comunicar compensação não é apenas listar valores, mas sim explicar o impacto.

Checklist de comunicação:

  • Atualizar documentação interna sobre compensação e benefícios, e torná-la acessível para todos.
  • Garantir que os colaboradores sabem como usar os benefícios disponíveis.
  • Explicar o valor líquido (e não apenas o valor “no papel”).
  • Criar momentos de comunicação sobre a compensação (ex. onboarding, início de ano, revisões salariais).

Dica prática: quando as pessoas percebem o valor total da compensação, a satisfação aumenta, mesmo sem aumentos salariais diretos.

O que fazer a seguir?

Rever compensação, benefícios e orçamento no início do ano é mais do que uma tarefa de planeamento. É uma oportunidade para criar bases sólidas, alinhar expectativas e evitar decisões apressadas mais à frente.

Se completares este checklist no início do ano, vais conseguir:

  • tomar decisões mais informadas;
  • evitar custos desnecessários;
  • aumentar o valor percebido pelos colaboradores;
  • reduzir fricção operacional ao longo do ano.

Se quiseres aprofundar algum destes temas, desde benefícios flexíveis a enquadramento fiscal, vale a pena explorar os recursos gratuitos da Coverflex, pensados para apoiar equipas de RH com informação clara e prática.

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