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compensação está a tornar-se um dos temas mais importantes na gestão de pessoas.

Num mercado de trabalho em transformação, com novas expectativas sobre flexibilidade, benefícios e qualidade de vida, o salário deixou de ser o único fator que define uma boa proposta de trabalho.

O estudo O Estado da Compensação em Portugal 2026, desenvolvido pela Coverflex, analisa como os trabalhadores avaliam hoje a compensação, que benefícios valorizam e onde estão os principais desalinhamentos entre empresas e colaboradores.

Os dados mostram uma mudança clara. Hoje, as pessoas avaliam a compensação como um todo: salário, benefícios e experiência de trabalho.

Neste artigo resumimos cinco insights essenciais do estudo e o que significam para líderes de Recursos Humanos e Finanças.

1. A compensação tem impacto direto no stress

O trabalho continua a ser uma fonte relevante de pressão para muitos profissionais.

Segundo o estudo, 73% dos portugueses afirmam ter sentido stress nos últimos três dias de trabalho.

Mas há um dado importante: o nível de stress é mais baixo entre quem está satisfeito com a sua compensação.

Isto sugere que a compensação funciona como um amortecedor da pressão no trabalho. Quando o pacote é percebido como justo e adequado, a experiência profissional tende a ser mais positiva.

Isto significa que a compensação tem impacto em:

  • bem-estar das equipas;
  • engagement;
  • retenção de talento.

Não se trata apenas de pagar mais, mas de construir pacotes de compensação mais completos e claros.

Stress e satisfação com a compensação

2. A satisfação com o trabalho depende do pacote de compensação, não apenas do salário

Um dos resultados mais interessantes do estudo é que a satisfação com o trabalho está mais ligada ao pacote total de compensação do que ao salário isolado.

Isto inclui fatores como:

  • benefícios;
  • segurança financeira;
  • perceção de justiça salarial;
  • reconhecimento.

Quando estes elementos estão alinhados, os colaboradores tendem a reportar maior satisfação com a vida e com o trabalho.

Por isso, as empresas precisam de passar de uma lógica de salário isolado para uma lógica de compensação total.

Isto implica:

  • comunicar melhor o valor total da compensação;
  • estruturar benefícios com impacto real;
  • integrar salário e benefícios numa estratégia coerente.

3. O seguro de saúde é um dos benefícios mais valorizados

Entre os vários benefícios analisados no estudo, o seguro de saúde destaca-se como um dos mais importantes para os trabalhadores.

73% dos participantes consideram o seguro de saúde um elemento importante no pacote de compensação.

Mas o estudo mostra também que não basta oferecer um seguro, a experiência de utilização conta.

Os trabalhadores valorizam sobretudo:

  • cobertura do seguro;
  • facilidade de reembolso;
  • inclusão de familiares;
  • ausência de franquias.

Como o seguro de saúde deixou de ser um benefício diferenciador para se tornar numa expectativa base, as empresas devem focar-se em:

  • qualidade do plano;
  • facilidade de utilização;
  • integração com outros benefícios.
Quais são os aspetos que mais valoriza num seguro de saúde?

4. Muitos trabalhadores continuam sem benefícios extra-salariais

Apesar da importância crescente dos benefícios, o estudo mostra que cerca de um terço dos trabalhadores ainda não recebe qualquer benefício além do salário.

Entre quem recebe benefícios, o valor médio mensal situa-se entre 101€ e 200€.

Estes dados revelam um espaço claro para evolução nas políticas de compensação.

O estudo conclui que ausência de benefícios pode ter impacto em:

  • satisfação com a compensação;
  • retenção de talento;
  • perceção de justiça interna.

Para muitas organizações, a oportunidade está em estruturar um mínimo competitivo de benefícios.

5. Pacotes de benefícios mais completos aumentam a satisfação

Um dos padrões mais consistentes no estudo é simples: quanto mais completo é o pacote de benefícios, maior é a satisfação com a compensação.

Ou seja, não basta acrescentar um benefício isolado. O que faz diferença é um pacote integrado.

Os dados indicam também que colaboradores com pacotes de compensação mais ajustados à sua fase de vida mostram:

  • maior engagement;
  • maior satisfação;
  • maior intenção de permanência na empresa.
Nível de satisfação (numa escala de 0 a 10) por tipo de pacote de benefícios.

A compensação está a tornar-se uma ferramenta estratégica

Os resultados do estudo mostram que a compensação continua a ser um dos principais pontos de tensão na relação entre trabalhadores e empresas. Mas também mostram uma oportunidade.

As empresas que conseguem criar políticas de compensação mais transparentes, flexíveis e relevantes têm maior probabilidade de atrair talento e retê-lo.

Este artigo apresenta apenas alguns dos insights principais.

No estudo Estado da Compensação em Portugal 2026 vais encontrar:

  • análise detalhada do mercado de trabalho em Portugal
  • dados sobre salário, benefícios e satisfação
  • tendências que estão a mudar a compensação
  • recomendações práticas.

Descarrega o estudo completo

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