compensação está a tornar-se um dos temas mais importantes na gestão de pessoas.
Num mercado de trabalho em transformação, com novas expectativas sobre flexibilidade, benefícios e qualidade de vida, o salário deixou de ser o único fator que define uma boa proposta de trabalho.
O estudo O Estado da Compensação em Portugal 2026, desenvolvido pela Coverflex, analisa como os trabalhadores avaliam hoje a compensação, que benefícios valorizam e onde estão os principais desalinhamentos entre empresas e colaboradores.
Os dados mostram uma mudança clara. Hoje, as pessoas avaliam a compensação como um todo: salário, benefícios e experiência de trabalho.
Neste artigo resumimos cinco insights essenciais do estudo e o que significam para líderes de Recursos Humanos e Finanças.
1. A compensação tem impacto direto no stress
O trabalho continua a ser uma fonte relevante de pressão para muitos profissionais.
Mas há um dado importante: o nível de stress é mais baixo entre quem está satisfeito com a sua compensação.
Isto sugere que a compensação funciona como um amortecedor da pressão no trabalho. Quando o pacote é percebido como justo e adequado, a experiência profissional tende a ser mais positiva.
Isto significa que a compensação tem impacto em:
- bem-estar das equipas;
- engagement;
- retenção de talento.
Não se trata apenas de pagar mais, mas de construir pacotes de compensação mais completos e claros.

2. A satisfação com o trabalho depende do pacote de compensação, não apenas do salário
Um dos resultados mais interessantes do estudo é que a satisfação com o trabalho está mais ligada ao pacote total de compensação do que ao salário isolado.
Isto inclui fatores como:
- benefícios;
- segurança financeira;
- perceção de justiça salarial;
- reconhecimento.
Quando estes elementos estão alinhados, os colaboradores tendem a reportar maior satisfação com a vida e com o trabalho.
Por isso, as empresas precisam de passar de uma lógica de salário isolado para uma lógica de compensação total.
Isto implica:
- comunicar melhor o valor total da compensação;
- estruturar benefícios com impacto real;
- integrar salário e benefícios numa estratégia coerente.
3. O seguro de saúde é um dos benefícios mais valorizados
Entre os vários benefícios analisados no estudo, o seguro de saúde destaca-se como um dos mais importantes para os trabalhadores.
Mas o estudo mostra também que não basta oferecer um seguro, a experiência de utilização conta.
Os trabalhadores valorizam sobretudo:
- cobertura do seguro;
- facilidade de reembolso;
- inclusão de familiares;
- ausência de franquias.
Como o seguro de saúde deixou de ser um benefício diferenciador para se tornar numa expectativa base, as empresas devem focar-se em:
- qualidade do plano;
- facilidade de utilização;
- integração com outros benefícios.

4. Muitos trabalhadores continuam sem benefícios extra-salariais
Apesar da importância crescente dos benefícios, o estudo mostra que cerca de um terço dos trabalhadores ainda não recebe qualquer benefício além do salário.
Estes dados revelam um espaço claro para evolução nas políticas de compensação.
O estudo conclui que ausência de benefícios pode ter impacto em:
- satisfação com a compensação;
- retenção de talento;
- perceção de justiça interna.
Para muitas organizações, a oportunidade está em estruturar um mínimo competitivo de benefícios.
5. Pacotes de benefícios mais completos aumentam a satisfação
Um dos padrões mais consistentes no estudo é simples: quanto mais completo é o pacote de benefícios, maior é a satisfação com a compensação.
Ou seja, não basta acrescentar um benefício isolado. O que faz diferença é um pacote integrado.
Os dados indicam também que colaboradores com pacotes de compensação mais ajustados à sua fase de vida mostram:
- maior engagement;
- maior satisfação;
- maior intenção de permanência na empresa.
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A compensação está a tornar-se uma ferramenta estratégica
Os resultados do estudo mostram que a compensação continua a ser um dos principais pontos de tensão na relação entre trabalhadores e empresas. Mas também mostram uma oportunidade.
As empresas que conseguem criar políticas de compensação mais transparentes, flexíveis e relevantes têm maior probabilidade de atrair talento e retê-lo.
Este artigo apresenta apenas alguns dos insights principais.
No estudo Estado da Compensação em Portugal 2026 vais encontrar:
- análise detalhada do mercado de trabalho em Portugal
- dados sobre salário, benefícios e satisfação
- tendências que estão a mudar a compensação
- recomendações práticas.












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