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uando começas um negócio, o Estado reconhece que estás a dar os primeiros passos. E, para te ajudar a alavancar o teu negócio, existem benefícios fiscais que aliviam a carga e dão-te espaço para crescer. Um desses benefícios é o regime de isenção de IVA, previsto no Art.º 53.º do Código do IVA.

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Na prática, se no ano anterior faturaste até 15.000€ em território nacional e não fazes exportações, podes estar isento de cobrar IVA nas tuas faturas. Ou seja, ganhas simplicidade e menos burocracia, mas também abdicas de recuperar o IVA das despesas que fazes no teu negócio.

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Se estiveres no regime normal, passas a:

  • Cobrar IVA aos teus clientes,
  • Deduzir o IVA das tuas compras e serviços,
  • Entregar declarações periódicas de IVA.

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Até aqui, tudo certo. Acontece que no 1 de julho de 2025 o Art.º 53.º do Código do IVA mudou. E, se estás neste regime, ou a ponderar, precisas mesmo de conhecer as 8 mudanças que podem afetar diretamente a forma como geres o teu negócio.

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1. Podes ter contabilidade organizada e continuar isenta/o de IVA

Antes, se tinhas contabilidade organizada (ou abrisses empresa), eras automaticamente excluída/o da isenção. Agora já não! Mesmo com estrutura empresarial ou contabilidade organizada, podes continuar a ter isenção, desde que cumpras os critérios do artigo mencionado (não praticar exportações e não ultrapassar os 15.000€ de volume de negócios em território nacional).

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É uma mudança que dá margem a quem já está a estruturar o negócio mas ainda está numa fase de crescimento. Isto, claro, se fizer sentido para o teu negócio - é necessário avaliar, sempre.

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2. Já podes fazer importações e manter a isenção

Antes do dia 1 de julho de 2025, bastava que fizesses uma compra fora da União Europeia, e... perdias logo a isenção. Com a nova regra, isso deixou de ser motivo de exclusão. Podes importar e continuar isenta/o.

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No entanto, é importante referir que, se vendes para fora da UE, essas exportações ainda te excluem deste beneficio.

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3. Fim da anualização da faturação ao abrir atividade

Abriste atividade em julho e disseste que ias faturar 8.000€ até dezembro? Antes, as Finanças projetavam isso como se fosses faturar 16.000€/ano, e... já não tinhas direito à isenção. Agora, essa lógica desaparece. Só tens de indicar quanto prevês faturar até ao fim do ano civil e é com base nisso que a tua situação é enquadrada.

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4. Faturas com autoliquidação para a UE já não entram no limite dos 15.000€

Se prestas serviços a empresas da União Europeia e as faturas vão com a menção “IVA – autoliquidação”, essas faturas já não entram para o limite dos 15.000€. Ou seja: se a tua faturação nacional está abaixo do limite, podes continuar isenta/o mesmo com faturação fora do território português.

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5. Já não precisas de entregar declaração recapitulativa

Outra boa notícia e simplificação importante: se emites faturas com autoliquidação, deixas de ter de entregar a declaração recapitulativa. Menos burocracia, menos preocupações, mais tempo para o que interessa!

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6. Se ultrapassares os 15.000€, sais da isenção no ano seguinte

Muita atenção agora! Esta alteração exige a tua atenção constantemente. Se, por exemplo, em 2025 ultrapassares os 15.000€, então em 2026 já não podes manter a isenção.

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Outro detalhe muito importante: se durante o ano ultrapassares os 18.750€, a fatura que te faz passar esse limite já tem de incluir IVA. E, a partir daquele momento, estás automaticamente no regime normal. Tens 15 dias úteis para informar as Finanças da alteração.

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7. Só quem tem residência fiscal em Portugal pode estar no regime

Mesmo que tenhas atividade em território nacional, se não fores residente fiscal em Portugal, deixas de poder aderir (ou manter-te) no Art.º 53.º.

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Conclusão

O regime de isenção do Art.º 53.º continua a ser uma ajuda preciosa para quem está a começar. Alivia a carga, reduz obrigações, e dá-te margem para respirares enquanto começas a construir. Mas, atenção, a isenção do IVA não é uma carta branca! Como qualquer benefício fiscal, requer análise, conhecimento, e estrutura.

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No mundo dos negócios, não há fórmulas universais. O que funciona para o negócio do lado pode ser um desastre no teu.

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A boa gestão começa quando há clareza. E a clareza começa quando entendes os números, os enquadramentos, e as implicações de cada decisão. É isso que separa quem está constantemente a apagar fogos de quem cresce. Se os números e as obrigações ainda são um grande desafio para ti, não estás sozinha/o!

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Sou a fundadora do projeto contas PROativo, e estou aqui para te ajudar a a impulsionares o teu negócio através de compreensão, estrutura financeira, e decisões alinhadas com a realidade do teu negócio. Porque não basta trabalhar muito. É preciso trabalhar com estrutura. E é isso que transforma esforço em resultados!

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